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Como a Tesla se tornará a maior montadora de automóveis do planeta

Nenhuma empresa está tão preparada para dominar esse mercado quanto a Tesla


Desde a sua fundação, em julho de 2003, a Tesla tem movimentado o mercado de automóveis no mundo todo. Sob o comando de Elon Musk a empresa se tornou sinônimo de uma nova era.

Os veículos autônomos e elétricos da empresa chamam a atenção não só pela tecnologia, mas também por seu design. E caíram no gosto popular, através de um trabalho incrível de construção de marca.

Porém, mesmo com tantos pontos favoráveis, a empresa sofreu ao longo dos anos com promessas não cumpridas, dificuldade de escala na produção e até mesmo com regulação.

Mas parece que agora a Tesla finalmente encontrou seu “ponto de inflexão”. Os números da empresa provam isso. Aliás, se quiser entender mais sobre o modelo de gestão de empresas como a Tesla, clique aqui.

Segundo dados do Statista, a Tesla se consolidou como a segunda maior empresa do setor de automóveis, superando os 100 bilhões de dólares em valor de mercado. À frente, apenas a Toyota, que fica pouco acima dos 200 bilhões de dólares.


No entanto, quando analisamos o número de veículos vendidos x o valor de mercado das empresas, o desempenho da Tesla é ainda mais impressionante.


A Toyota, que vale o dobro da Tesla, vendeu 27 vezes mais veículos no ano passado. Enquanto a empresa de Elon Musk entregou pouco mais de 367 mil carros, a empresa japonesa ultrapassou a marca dos 10 milhões de unidades entregues.

Mas por que a Tesla vale tanto, se entrega tão pouco, em relação a Toyota? Existem 5 pontos que nos ajudam a refletir sobre isso:


A Tesla já nasceu como uma empresa de veículos elétricos, enquanto todo o mercado precisa fazer essa transição. Ninguém duvida que esse será o futuro dos automóveis.


A empresa da Califórnia também nasceu com DNA digital. Como o próprio Elon Musk diz, enquanto outras empresas tentam colocar um computador dentro do carro, ele coloca rodas num computador.


Existe uma forte tendência de que os veículos autônomos dominarão o mercado em algum momento, no futuro. E a Tesla lidera esse movimento.


A Tesla precisava provar a sua capacidade de escala na produção de veículos. E isso parece ter sido resolvido. O gráfico mostra a evolução na capacidade produtiva da empresa e a expectativa para 2020 é de que o número quase dobre, por conta da nova fábrica recém inaugurada na China.


O modelo de gestão adotado pela empresa carrega o mindset do Vale do Silício, que Musk traz desde a época da fundação do PayPal. Dá pra saber mais, clicando aqui.


A Tesla também está trabalhando para aumentar seu portfólio de produtos. Além dos 4 modelos de carros, a empresa lançou no final de 2019 o CyberTruck, que teve 250 mil pedidos na pré-venda, em pouco mais de 1 semana.

Os novos veículos – e a evolução dos modelos atuais – acontece num momento em que a Tesla atinge seu pico máximo de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Ainda segundo dados do Statista, que traz dados de 2010 a 2018, quase US$ 3 bilhão de dólares foram investimentos em novas tecnologias nos últimos dois anos.


Esse valor é superior a todo o investimento feito pela empresa nos 7 anos anteriores, o que comprova seu apetite por continuar oferecendo “computadores com rodas” cada vez melhores e mais inovadores.


Todo esse trabalho feito pela Tesla nos últimos anos tem se refletido no mercado. As ações da companhia, que seguiam estáveis, dispararam com a comprovação da capacidade da escala produtiva da empresa.


Por mais céticos que sejam os investidores em relação às promessas não cumpridas – ou cumpridas fora dos prazos – feitas por Elon Musk, é inegável que nenhuma empresa no planeta esteja em posição tão favorável quanto a Tesla, no mercado de automóveis.


O futuro dos carros, com certeza, será autônomo e elétrico. Resta saber quem vai acelerar mais forte e ocupar o primeiro lugar nesse pódio.



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